quinta-feira, 22 de outubro de 2015

4 MALEFÍCIOS PSICOLÓGICOS CAUSADOS PELA RELIGIÃO CRISTÃ À HUMANIDADE



É impossível saber como seria o mundo hoje se não tivesse havido o cristianismo, a mais popular religião do mundo; se seria um mundo melhor ou pior do que vemos hoje, principalmente para nós que fomos educados e vivemos sob seus valores.


Contudo todo bom cristão dirá, sem titubear, que a passagem de um mundo pagão com valores desumanos, como os que originaram as lutas até a morte de prisioneiros romanos no Coliseu de Roma, promovidas como divertimento público pelo império romano, para os valores cristãos de amor ao próximo foi uma grande evolução na história humana. Mas será que isso mesmo é verdade já que podemos contrapor a isso as centenas de milhares de mortes geradas pela Inquisição e pelas cruzadas cristãs, promovidos pelas autoridades cristãs? Além disso, temos que ter em mente de que o amor ao próximo não surgiu com o cristianismo, basta lembrar que três séculos antes de Cristo o amor ao próximo já era propagado por pensadores gregos, como Sócrates, Epicuro etc., e por escolas filosóficas, como o neoplatonismo, estoicismo etc., e também por religiões que muito antes do cristianismo não apenas propagavam o amor ao próximo como também a toda forma de vida animal, como o hinduísmo, budismo, taoísmo etc., de modo que não seria descabido pensarmos que uma dessas filosofias ou religiões poderia muito bem ter substituído o cristianismo, na tarefa de propagar o amor ao próximo em sua ausência.
Comparar culturas cristãs com culturas não cristãs e seus efeitos sobre seus devotos é um bom modo de imaginar como seria viver sob os valores e regras de religiões não cristãs, e disso tirar uma boa ideia se seria melhor ou pior viver sob o julgo de outra religião. Porém, independente disso, podemos captar alguns malefícios gerados pela doutrina cristã à humanidade ao longo de sua existência:
1. A Religião Cristã Induz o Ser Humano a Odiar a si Próprio, ao que é Mais Humano em Nós

Pecado, segundo a religião cristã, é a prática de algo que não agrada deus, ou seja, algo que não está nos conformes do que é ditado pelas regras divinas; desagradando a deus por ser algo ruim, e que, por isso, tem como consequência o castigo divino sobre o pecador.
O que é trágico nessa forma de pensar é que grande parte do que é considerado pecado pela religião cristã se aplica ao que é mais natural no ser humano, o que faz parte de nós, como o sexo, e características fundamentais do ser humano, como o desejo de conhecimento, a curiosidade, os questionamentos etc. Porém aprendemos desde cedo que não se deve questionar as coisas sagradas: deus odeia ser questionado. Por exemplo, é dito na Bíblia que o primeiro ser humano a pecar foi uma mulher, Eva, que não apenas desobedeceu a deus como levou também o primeiro homem, seu companheiro, Adão, a comer o fruto da árvore do conhecimento, e que por isso, Eva e Adão, como castigo, foram expulsos do paraíso, onde não sentiam dor nem necessidade.
Como resultado desta forma de pensar cria-se um forte sentimento de repulsa e de estranheza às manifestações mais naturais do ser humano, levando o homem a odiar partes fundamentais de si próprio, a odiar o ser humano verdadeiro e buscar um ideal de perfeição humana que não existe, desprezando seu eu verdadeiro, com todas suas manifestações demasiadamente humanas, em nome desta coisa imposta a nós desde que somos crianças: O PECADO.
2. O Cristianismo Inculca o Sentimento de Culpa no Ser Humano
ELE SOFREU E MORREU POR VOCÊ
Não foi apenas de uma pessoa que li o testemunho sobre o desagradável sentimento de culpa advindo da descrição dos sofrimentos de CRISTO acompanhado com a terrível mensagem de que “ele sofreu e morreu por você”, mas de várias pessoas. E essas terríveis descrições junto com a mensagem de que ele morreu por nossos pecados são inculcadas em crianças desde a mais tenra idade; em pessoinhas que ainda não estão preparadas para lidar com o sentimento de culpa, que ainda não estão com suas personalidades formadas, que não podem ainda questionar o que lhe é ensinado, mas sim apenas absorver a mensagem por imposição de adultos. É natural que a criança se pergunte o que ela fez para que por meio de seus atos tenha levado alguém tão bondoso a ser pregado na cruz, a sofrer e morrer daquela forma tão horrível; e é de esperar que ao perguntar acabe ouvindo como explicação de algum adulto uma explicação tão estúpida que só irá agravar ainda mais seu sentimento de culpa. E este sentimento ela irá levar, certamente, para o resto da vida, formando o caráter de adultos com problemas emocionais, ou de caráter frágil e submisso.
3. A Religião Cristã Inferioriza as Mulheres

Quando lemos em uma manchete de jornal que “um homem ao saber que sua esposa desejava-se separar-se dele a mata por sentir-se dono dela”, culpamos imediatamente seu caráter, claro, porém não deveríamos também culpar o tipo de educação que o estimulou a esse terrível ato? Não deveríamos culpar ensinamentos como "Mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio". Epístola a Timóteo (2, 11-15). Pois estas são palavras de Paulo de Tarso, um dos mais importantes fundadores da religião cristã. E quanto desse machismo que leva maridos a assassinar esposas não está impregnado pelo machismo cristão, que concebe Eva, a primeira mulher, como a responsável pela introdução do pecado no mundo?
4. O Cristianismo Católico ao Cultuar Maria Despreza a Sexualidade Feminina


No culto católico a Maria é sempre posto em relevo o fato dela ter sido SANTA, MÃE e VIRGEM, isto é, há uma dissociação entre a maternidade e o sexo, o que é problemático já que Maria é tida também como modelo de mulher e de mãe católica, passando uma mensagem implícita para as mulheres de que elas devem ser vistas apenas pelo seu papel biológico de ser mãe em detrimento de outras necessidades biológicas, como independência social e de exercer sua sexualidade. Portanto, o culto de Maria tem sim um tom misógino, machista, tolhendo as mulheres de darem maior importância a outras de suas necessidades e qualidades, como o exercício de sua sexualidade.

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