sexta-feira, 23 de outubro de 2015

HÁ ALGO DE ERRADO NO MUNDO DOS ESPÍRITOS



João de Deus, atualmente é um dos médiuns mais famosos do Brasil, que supostamente por meio de entidades espirituais é capaz de curar doenças espirituais e corporais, até mesmo câncer, relatou recentemente ao jornal Correio Braziliense que faz checape todo ano em hospitais convencionais. Recentemente, em setembro deste ano, o médium, que recebe gente do mundo inteiro para realização de suas cirurgias espirituais, em seu centro espirita em Abadiânia, cidade distante 117 km de Goiânia, internou-se às pressas no melhor hospital do Brasil, o Sírio Libanês, em São Paulo, para uma cirurgia gastrointestinal.


E o que poderia ser interpretado como falta de confiança dele em sua doutrina, parece não ter abalado em nada a confiança de seus fiéis, já que a fila de espera para quem quer se submeter as suas cirurgias espirituais pagas, diga-se de passagem, só aumenta.

João de Deus em seu Centro Espírita, em Abadiânia
O caso de João de Deus não é caso único de um médium brasileiro com suposta capacidade de cura sobre-humana recorrer a hospitais quando o problema de saúde é em si mesmo, outro famoso médium brasileiro, Edson Queiroz, que nos anos 80 operava sem anestesia também supostamente incorporado pelo espírito do médico alemão Dr. Fritz, era outro incoerente que em vez de tratar-se a si mesmo e a sua família com os recursos de seus poderes mediúnicos, recorria também ao tratamento da medicina convencional.

Edson Queiroz Durante uma de suas Cirurgias Mediúnicas
E até mesmo Chico Xavier, o mais famoso médium brasileiro não botava fé nas operações mediúnicas, pois no final da década de 60, Chico adquiriu um tumor na próstata. A cirurgia tornava-se inevitável. “Zé Arigó, o médium que incorporava o Dr. Fritz e realizava cirurgia sem anestesia, se ofereceu para operar o colega. Chico recusou a oferta e preferiu se internar numa clínica de São Paulo”.

José Arigó
Muitos estranharam sua atitude: “Por que não aceitou a oferta do Dr. Fritz, tão requisitado na época? Ele duvidava do poder dos espíritos?” E ao ser perguntado sobre o fato, repetia a mesma resposta que tinha dado a Arigó:
“Como eu ficaria diante de tanto sofredor que me procura e que vai a caminho do bisturi como o boi para o matadouro? E eu vou querer facilidades? Eu tenho que me operar como os outros, sofrendo como eles”.

Matéria da Época Sobre as Cirurgias Mediúnicas de José de Arigó
Chico não foi muito convincente, não é mesmo? Porém, “anos mais tarde”, como nos conta Souto Maior em seu livro As Vidas de Chico Xavier, “num desabafo, Chico deixaria de lado a diplomacia e diria:
- Sou contra essa história de meter o canivete no corpo dos outros sem ser médico. O médico estudou bastante anatomia, patologia e, por isso, está habilitado a fazer uma cirurgia. Por que eu, sendo médium, vou agora pegar uma faca e abrir o corpo de um cristão sem ser considerado um criminoso?”.
Bem, em todo caso, as atitudes destes famosos médiuns brasileiros não parece ser atitude de plena confiança em suas doutrinas. O que nos leva a dizer:
Há algo de errado no mundo dos espíritos...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

4 MALEFÍCIOS PSICOLÓGICOS CAUSADOS PELA RELIGIÃO CRISTÃ À HUMANIDADE



É impossível saber como seria o mundo hoje se não tivesse havido o cristianismo, a mais popular religião do mundo; se seria um mundo melhor ou pior do que vemos hoje, principalmente para nós que fomos educados e vivemos sob seus valores.


Contudo todo bom cristão dirá, sem titubear, que a passagem de um mundo pagão com valores desumanos, como os que originaram as lutas até a morte de prisioneiros romanos no Coliseu de Roma, promovidas como divertimento público pelo império romano, para os valores cristãos de amor ao próximo foi uma grande evolução na história humana. Mas será que isso mesmo é verdade já que podemos contrapor a isso as centenas de milhares de mortes geradas pela Inquisição e pelas cruzadas cristãs, promovidos pelas autoridades cristãs? Além disso, temos que ter em mente de que o amor ao próximo não surgiu com o cristianismo, basta lembrar que três séculos antes de Cristo o amor ao próximo já era propagado por pensadores gregos, como Sócrates, Epicuro etc., e por escolas filosóficas, como o neoplatonismo, estoicismo etc., e também por religiões que muito antes do cristianismo não apenas propagavam o amor ao próximo como também a toda forma de vida animal, como o hinduísmo, budismo, taoísmo etc., de modo que não seria descabido pensarmos que uma dessas filosofias ou religiões poderia muito bem ter substituído o cristianismo, na tarefa de propagar o amor ao próximo em sua ausência.
Comparar culturas cristãs com culturas não cristãs e seus efeitos sobre seus devotos é um bom modo de imaginar como seria viver sob os valores e regras de religiões não cristãs, e disso tirar uma boa ideia se seria melhor ou pior viver sob o julgo de outra religião. Porém, independente disso, podemos captar alguns malefícios gerados pela doutrina cristã à humanidade ao longo de sua existência:
1. A Religião Cristã Induz o Ser Humano a Odiar a si Próprio, ao que é Mais Humano em Nós

Pecado, segundo a religião cristã, é a prática de algo que não agrada deus, ou seja, algo que não está nos conformes do que é ditado pelas regras divinas; desagradando a deus por ser algo ruim, e que, por isso, tem como consequência o castigo divino sobre o pecador.
O que é trágico nessa forma de pensar é que grande parte do que é considerado pecado pela religião cristã se aplica ao que é mais natural no ser humano, o que faz parte de nós, como o sexo, e características fundamentais do ser humano, como o desejo de conhecimento, a curiosidade, os questionamentos etc. Porém aprendemos desde cedo que não se deve questionar as coisas sagradas: deus odeia ser questionado. Por exemplo, é dito na Bíblia que o primeiro ser humano a pecar foi uma mulher, Eva, que não apenas desobedeceu a deus como levou também o primeiro homem, seu companheiro, Adão, a comer o fruto da árvore do conhecimento, e que por isso, Eva e Adão, como castigo, foram expulsos do paraíso, onde não sentiam dor nem necessidade.
Como resultado desta forma de pensar cria-se um forte sentimento de repulsa e de estranheza às manifestações mais naturais do ser humano, levando o homem a odiar partes fundamentais de si próprio, a odiar o ser humano verdadeiro e buscar um ideal de perfeição humana que não existe, desprezando seu eu verdadeiro, com todas suas manifestações demasiadamente humanas, em nome desta coisa imposta a nós desde que somos crianças: O PECADO.
2. O Cristianismo Inculca o Sentimento de Culpa no Ser Humano
ELE SOFREU E MORREU POR VOCÊ
Não foi apenas de uma pessoa que li o testemunho sobre o desagradável sentimento de culpa advindo da descrição dos sofrimentos de CRISTO acompanhado com a terrível mensagem de que “ele sofreu e morreu por você”, mas de várias pessoas. E essas terríveis descrições junto com a mensagem de que ele morreu por nossos pecados são inculcadas em crianças desde a mais tenra idade; em pessoinhas que ainda não estão preparadas para lidar com o sentimento de culpa, que ainda não estão com suas personalidades formadas, que não podem ainda questionar o que lhe é ensinado, mas sim apenas absorver a mensagem por imposição de adultos. É natural que a criança se pergunte o que ela fez para que por meio de seus atos tenha levado alguém tão bondoso a ser pregado na cruz, a sofrer e morrer daquela forma tão horrível; e é de esperar que ao perguntar acabe ouvindo como explicação de algum adulto uma explicação tão estúpida que só irá agravar ainda mais seu sentimento de culpa. E este sentimento ela irá levar, certamente, para o resto da vida, formando o caráter de adultos com problemas emocionais, ou de caráter frágil e submisso.
3. A Religião Cristã Inferioriza as Mulheres

Quando lemos em uma manchete de jornal que “um homem ao saber que sua esposa desejava-se separar-se dele a mata por sentir-se dono dela”, culpamos imediatamente seu caráter, claro, porém não deveríamos também culpar o tipo de educação que o estimulou a esse terrível ato? Não deveríamos culpar ensinamentos como "Mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio". Epístola a Timóteo (2, 11-15). Pois estas são palavras de Paulo de Tarso, um dos mais importantes fundadores da religião cristã. E quanto desse machismo que leva maridos a assassinar esposas não está impregnado pelo machismo cristão, que concebe Eva, a primeira mulher, como a responsável pela introdução do pecado no mundo?
4. O Cristianismo Católico ao Cultuar Maria Despreza a Sexualidade Feminina


No culto católico a Maria é sempre posto em relevo o fato dela ter sido SANTA, MÃE e VIRGEM, isto é, há uma dissociação entre a maternidade e o sexo, o que é problemático já que Maria é tida também como modelo de mulher e de mãe católica, passando uma mensagem implícita para as mulheres de que elas devem ser vistas apenas pelo seu papel biológico de ser mãe em detrimento de outras necessidades biológicas, como independência social e de exercer sua sexualidade. Portanto, o culto de Maria tem sim um tom misógino, machista, tolhendo as mulheres de darem maior importância a outras de suas necessidades e qualidades, como o exercício de sua sexualidade.

EMBUSCA DA VERDADE



Viver, inevitavelmente, requer que obtenhamos respostas para algumas perguntas de natureza extremamente práticas e vitais, como onde e como encontrar alimentos, como evitar acidentes, como obtermos proteção contra as intempéries da natureza, etc.
E nessa busca incessante por respostas verdadeiras, a mente humana se depara com um primeiro obstáculo: a confusão entre CRENÇA e CONHECIMENTO.
Embora muitas vezes estas ideias se confundam, elas não são, de modo algum, sinônimas. Ambas possuem origens diferentes.
A confusão entre CRENÇA e CONHECIMENTO é uma consequência de outra, entre QUERER e PODER, também bastante popular, que apesar do alerta do ditado, “QUERER NÃO É PODER”, são incessantemente confundidas, já que tanto CRER quanto QUERER parecem estarem muito mais ligados a sentimentos, desejos, vontades, do que ao conhecimento. Enquanto CONHECER e PODER, por sua vez, parecem estarem muito mais ligados a realidade.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A IMAGEM DE LÚCIFER NA MÚSICA PESADA: O HEAVY METAL E SUAS VERTENTES (Gleidson da S. Silva)



Um fato bastante comum entre os fãs de Heavy Metal e seus subgêneros — os chamados headbangers —, é serem muitas vezes vistos e taxados como um grupo formado por "cultuadores do diabo", isto é, pelos os olhos de ignorantes e religiosos monoteístas, em geral por católicos e evangélicos. Ora, todas aquelas capas de discos assustadoras, diabólicas e medonhas, todas aquelas letras musicais contendo pequenos fragmentos do Ocultismo e do Satanismo — mesmo que superficiais — o que torna toda a sonoridade do Heavy Metal ainda mais pesado para os ouvidos da grande massa, na maioria das vezes tudo não passa nada além do que uma jogada de marketing principalmente para atrair a curiosidade do público desta subcultura, ou simplesmente uma forma artística de abordar o tema, e propositalmente ou não, essas capas de discos e suas músicas acabam sendo vistos como algo realmente chocante e assustador, principalmente numa sociedade como a nossa.


E é através desse choque e susto que sabemos se esse jogo de marketing deu certo ou não. Se causou polêmica e chocou, é porque certamente será uma banda ou um disco de sucesso, entre aqueles que apreciam e conhecem o gênero, é claro. Posso citar alguns dos grandes clássicos do Heavy Metal como exemplo do que eu quero dizer, temos o Born Again do Black Sabbath, The Number of the Beast do Iron Maiden, Don't Break the Oath do Mercyful Fate, Relentless do Pentagram e entre outros que causaram e que curiosamente ainda causam um grande susto para aquelas que não estão acostumados com esse tipo de arte, me refiro principalmente na questão musical.



JESUS CRISTO, UM PRESENTE DE GREGO



Este livro, que pode ser baixado gratuitamente pela internet, de Ivani Araujo Medina, tenta responder a um fato curioso: por que Jesus Cristo, que foi capaz de fazer tantas maravilhas, como ressuscitar mortos, curar cegos e leprosos, comandar os fenômenos da natureza etc., não foi comentado por nenhum historiador da época, e não apenas ele, mas também nenhum personagem pertencente ao cristianismo teve sua existência comentada por nenhum historiador grego, romano ou judeu; e também por que ainda hoje não se encontrou nenhum manuscrito antigo cristão escrito em outra língua não sendo a grega.
Ivani sugere, por meio de fatos históricos, que o cristianismo foi uma invenção grega feito para desestabilizar a cultura judaica que, mesmo antes do império romano, não se rendia ao ideal grego de uma cultura grega universal. Ideal que fora copiado por Alexandre, o Grande, dos persas, notadamente do imperador Dario I, que havia adotado o direito divino do rei, com base na religião; e visando isso religiões foram criadas para sustentar o culto aos reis persas.
Ivani Araujo Medina também argumenta que o cristianismo é muito mais que uma religião, é uma ideologia, pois não apenas distorceu o conceito de verdade histórica para facilitar sua permanência, como se apossou das áreas de produção de conhecimento, um exemplo, a permissão apenas de livros compatíveis com sua doutrina, e a criação das universidades, passando a ditar, por meio delas, o que seria verdadeiro ou não.
Baixar aqui: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/jcgrego.html

FICÇÃO E JESUS CRISTO, OU DAN BROWN CADÊ JESUS?



Na década de 80, a novela televisiva ROQUE SANTEIRO, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, tinha como tema, uma história bastante moderna para os padrões da época, e que ainda continua mesmo para a época atual, tanto que nada tão ousado repetiu-se na teledramaturgia brasileira desde então. A novela contava a história de Roque, um personagem que ao ser tido como morto passa a ser cultuado por suas façanhas como santo, porém, anos depois, descobre-se que o herói não morreu, e, mais que isso, que o culto religioso que se formou em torno de sua figura não condiz nem um pouco com o verdadeiro personagem, tanto que todos aqueles que de alguma forma passaram a lucrar com seu mito temem que tudo seja desmentido, e percam com isso seus privilégios, levando muitos a tentarem matá-lo.
É simplesmente impossível para alguém sensato, ao ver a trama contida em ROQUE SANTEIRO, não associar o tema com a religião cristã, com seus pastores enriquecidos e a igreja com seu imenso poder adquirido por meio do culto a Cristo, e não fazer as importantes perguntas: E se a verdadeira história de Cristo não nos tivesse sido contada ainda? E se visse a ser descoberta, o que fariam eles para não perderem o poder?
Foi seguramente isto que fez a novela ser retirada do ar em sua primeira versão em plena ditadura militar, na década de 70. E conhecendo bem a história cristã com todo o seu poder de manipulação sobre as obras históricas e literárias do passado, não podemos deixar de pensar que tal possibilidade possa ter acontecido com a maior religião do mundo. É possível que estejamos cultuando um Cristo que nada, ou pouca coisa, tenha haver com o verdadeiro Cristo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

9 DÚVIDAS SOBRE CHICO XAVIER



Trago aqui algumas questões levantadas após a leitura do livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior (resenhado por mim neste blog), que julgo serem oportunas para se conhecer melhor e trazer uma visão mais humana sobre esta figura controvertida, amada por muitos e eleita, recentemente, como o “Maior Brasileiro de Todos os Tempos”.
São nove questões, apenas para impor um limite:
CONTRADIÇÕES DE CHICO


1. Numa noite, conta o livro As Vidas de Chico Xavier, Chico sentia muita dor proveniente de seu olho doente, pediu então ajuda ao seu guia espiritual Emmanuel. Este apareceu e lhe disse:
“Sua condição não exonera você da necessidade de lutar e sofrer, em seu próprio benefício, como acontece às outras criaturas.”
Por meio deste e de vários ensinamentos de seu guia - nos informa ainda sua biografia -, “em pouco tempo, Chico definiria a ‘enfermidade’ como a melhor ‘enfermeira’, agradeceria a Deus por suas dores e abençoaria o sofrimento como forma de evolução, uma maneira de resgatar dívidas de encarnações anteriores e de compensar escorregões da temporada atual”.
A pergunta então que surge é: Se para Chico o sofrimento era tão importante como “uma maneira de resgatar dívidas de encarnações anteriores”, uma regra que, dentro de sua crença, vale para “outras criaturas” também, por que então ele se aplicava com tanto afinco em diminuir o sofrimento dos mais necessitados, se é justamente por meio do sofrimento que os espíritos evoluem? Não seria um erro tal ato? Não estaria ele sendo infiel a suas próprias crenças, impedindo que outros pudessem evoluir também?
Há uma boa explicação para tal contradição, ela se origina da mistura entre reencarnação e cristianismo que em parte é a religião espírita.

A OCULTA GUERRA CULTURAL ENTRE JUDEUS-SIONISTAS E OS CRISTÃOS DO OCIDENTE (por Gleidson da S. Silva)


Se ainda há uma guerra ocorrendo atualmente, sem dúvidas, tal guerra não trata-se mais especificamente de uma guerra onda se combatem fisicamente ou com tanques de guerras e armas de fogo, mas de uma guerra entre valores éticos, morais e religiosos, para ser mais específico; estou falando de uma guerra cultural, entre os judeus-sionistas e os cristãos do ocidente. Trata-se uma guerra oculta, que nem os próprios ditos cristãos muitas vezes conseguem enxergar, e por isso mesmo estão perdendo tal guerra. Isso se deve à vários fatores, mas o principalmente é pelo fato do pouco que se costuma falar do papel dos judeus no item menos glamouroso de Hollywood; a indústria de filmes para adultos. Talvez fosse preferível fingir que a história não existisse. Ora, porquê um povo tão sábio e culto iria se relacionar com um gênero cinematográfico tão depravado, degenerado e que degrada valores éticos e religiosos como a pornografia? A resposta é simples; a pornografia assim como outros meios, é implantada hoje como arma de hipnose em massa, para pacificar, controle, brutalizar e, finalmente, escravizar as massas.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO DIABO



Palavras como LÚCIFER, SATANÁS, DIABO, DEMÔNIO, SATÃ, etc, só de ouvi-las, muitos se arrepiarão e se borrarão de medo, (tanto que poucos lerão esta matéria!) Palavras que são imprescindíveis em qualquer culto evangélico que se preze.
E o que estará por trás delas, destas figuras horrendas que fazem a maioria dos crentes se borrarem de medo? Elas, de fato, existem?
Antes, porém, de responder a isso, um pouco de história:
AS ORÍGENS
A partir do séc. IV, quando o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano, a religião cristã se propaga com uma velocidade extrema. Muitos santuários e templos pagãos são destruídos, e em seus lugares são construídos igrejas cristãs, como tentativas de substituir a velha fé pela nova. Contudo, mesmo com todo o poder da igreja, muitas divindades pagãs ainda eram reconhecidas, e cultuadas, em muitos lugares. Tem inicio, então, uma nova estratégia da igreja: a transformação de deuses de outras religiões em demônios, seres destituídos de qualquer valor positivo. Deturpando, deste modo, o verdadeiro sentido que tais seres teriam para tais povos.


Crenças Pagãs Tiveram seus Simbolismos Deturpado Pela Igreja Cristã

A BONDADE DE DEUS E O PODER DOS VERMES



Uma das conseqüências para aqueles que acreditam em determinada forma de Deus é a crença de que todas as coisas (animais, plantas, minerais, etc.), incluindo o próprio universo, existem unicamente para nos servir.
Contrariando esta forma de pensar, alguns parasitas estão à milhões de anos infestando e sobrevivendo a custa desta “obra prima de Deus”: o homem. O que não apenas contraria o que é dito acima, como a própria forma de pensar religiosa, como veremos, pois a incompatibilidade entre parasitas e religiões é de longa data:
Foi a causa dos essênios (monges judeus) que seguiam restritamente os rituais da TORAH (livro religioso judeu, conhecido também pela cristandade como velho testamento), com relação a purificação após a defecação. Sendo, assim, após defecarem, se banhavam na mesma água parada, pois “os rituais de ‘purificação’ que envolviam imersão total (olhos, boca, etc.) em piscinas de água parada - um excelente caldo para ténias, lombrigas e restantes parasitas - garantiam infectar toda a comunidade!”1. Fato que foi a causa da grande maioria dos essênios não chegarem aos quarenta anos de idade (seis por cento apenas para ser mais exato, ao cansavam os 40 anos).

A TEORIA DO UNIVERSO MATRIX



A TEORIA DO UNIVERSO MATRIX
(Um Texto Para Quem Quer Ir Além do Fugaz Mundo Das Aparências)


Suponhamos que o mundo em que vivemos não exista, ou pelo menos não existe como você imaginou até agora; suponhamos mais: que a humanidade e as histórias de suas civilizações; a cidade em que vivemos; as pessoas que conhecemos; a nossa vida no dia a dia, e até mesmo nós mesmos não existimos, que tudo isso não passa de uma simulação. Nossa consciência foi ativada artificialmente por seres mais poderosos do que somos capazes de imaginar. E eles nos acompanham com o interesse (e o tédio eventual) de quem joga um videogame ou de quem roda no computador uma simulação para avaliar processos e resultados”. (Braulio Tavares).

Essa ideia é familiar àqueles que viram o filme Matrix, em que o personagem principal, Neo, é advertido por um grupo de rebelados sobre uma realidade que ele julgava ser real, mas que era apenas um programa de computador em que sua mente estava conectado, criando as falsas aparências do dia a dia.
O que poucos sabem é que esta ideia não surgiu com o filme, mas vem se construindo e amadurecendo ao longo da história humana por grandes mentes. O sábio grego Platão, que viveu quatro séculos antes de Cristo, foi um dos primeiros a conceber algo similar a esta ideia. Para ele o mundo em que vivemos é apenas a cópia imperfeita do mundo verdadeiro. Ele esboçou esta ideia no Mito da Caverna, em que nos comparou com prisioneiros presos em uma caverna e obrigados desde o nascimento a ver apenas as sombras das coisas, julgando ser as sombras tudo que existe, e ignorando que o mundo das sombras é apenas o pálido reflexo de algo muito mais vivo e verdadeiro.



EM DEFESA DOS BÊBADOS, BEBUNS E BIRITEIROS



Estávamos reunidos em um clima de diversão e amizade em torno de uma mesa de bar quando uma senhora adentrou o ambiente de venda etílica. Era uma senhora de aparência humilde que distribuía aqueles pequenos papéis com trechos bíblicos. Eu, como de costume, agradeci a ela e, como sempre faço, conhecendo bem do conteúdo do papel, e tendo alguns exemplares encadernados em casa, me recusei a pegar os papéis, atitude que, não raro, causa certo desconforto em quem está ao meu lado, e também tentativa de justificar meu ato por parte deles; de minha parte penso que tenho todo o direito de recusá-los, até por uma questão de evitar que se polua ruas, mas em geral as pessoas ao saberem que em um simples papel, como outro qualquer, há frases religiosas olham-no como se fosse uma grande desfeita recusar-se a aceita-los. Pois bem. Logo a senhora pôs-se a direcionar palavras a nós, nesse momento, verifiquei que, como sempre constato em religiosos, o que ela tinha de humilde se desfez ao pronunciar aquelas palavras - é meus amigos a religião tem dessas coisas, é capaz de tornar humildade em soberba em questão de segundos. As palavras da senhora nada mais eram do que um prejulgamento a nosso respeito, ao que fazíamos naquela hora, como se estivéssemos praticando algum crime só pelo fato de estarmos bebendo alí. Quando isso me acontece gosto de rebater usando as próprias crenças de quem me acusa. Disse então a ela “se beber fosse algo de errado Jesus não teria transformado água em vinho em uma festa, e olha que dizem que era um ótimo vinho, coisa de quem entende do ofício”. A mulher se calou desanimada, virou a cabeça, e deu uma resposta, que já ouvi algumas vezes, e que todas as vezes que ouço me causa risos; disse ela que não era vinho, mas sim suco de uva. Por Gzuis, quanta ignorância! Suco de uva! Como pode em uma festa de casamento em uma cultura tão festeira quanto a judaica servirem suco de uva.

Tenho minhas crenças, mas não saio por aí oferecendo-as a pessoas que não me pediram para escutá-las, ou me dando o direito de julgar os outros, guardo elas para mim e ofereço-a somente quando alguém me pede para ouvi-las. A religião tem dessas coisas: dá esse ímpeto as pessoas para que se acharem corretas, superiores mesmo achando a humildade a maior de todas as virtudes, se impondo onde não foram chamados e enfiando, à força, suas crenças goela abaixo dos outros.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

RESENHA DO LIVRO "As Vidas de Chico Xavier"



RESUMO: O presente artigo tenta separar o homem Chico Xavier do mito, por meio da análise crítica do livro As Vidas de Chico Xavier do jornalista Marcel Souto Maior.
Deus, espírito, vida após a morte, alma, reencarnação, sempre foram questões que despertaram em mim interesse profundo desde muito novo, principalmente ao ver quanto tais ideias têm poder sobre tantas pessoas ao ponto de deixarem-se enganar por aqueles que tão bem sabem manipulá-las, ou fazer com que muitas dediquem seu precioso tempo e vida a estas. E nascido em uma família que, como a grande maioria das famílias brasileiras, mistura várias formas de crenças religiosas, catolicismo e espiritismo, dando pouca importância a coerência, passei a pesquisá-las com maior empenho. E logo me deparei com a figura de um simpático senhorzinho que dizia falar com os mortos, Chico Xavier, que causava tanta admiração a minha família quanto a milhares de brasileiros, isto ainda nos anos 80. Dediquei-me a conhecer mais sobre este homem e suas ideias. E tendo sido reconhecido em 3 de outubro de 2012, por meio de votos, via internet, como “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”, achei oportuno expor, aqui, minha a analise de suas ideias e comportamento. Comecemos então analisando o livro que ultimamente é reconhecido como o melhor meio de conhecer Chico:
AS VIDAS DE CHICO XAVIER



EM SEU LIVRO “AS VIDAS DE CHICO XAVIER”, Marcel Souto Maior conta a história do famoso médium brasileiro Francisco Cândido Xavier (1910 – 2002): uma vida recheada de detalhes extraordinários, cercada de mistérios, de fenômenos sobrenaturais e também, como a grande maioria das famílias brasileiras da época, de extrema pobreza, que tinha como uma de suas principais características a comunicação com os mortos, por meio do que é conhecido como “psicografia”: o poder da comunicação com o além por meio da escrita. O autor nos transmite a ideia de um ser humano com poderes sobre-humanos, que via e ouvia mortos desde criança, como quando o autor nos relata que quando Chico possuía apenas quatro anos de idade, ao ouvir a conversa de seus pais, repreendendo o aborto ocorrido com uma vizinha, disse ao pai:
“- O senhor está desinformado sobre o assunto. O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição ectópica.”
E ao ser interpelado pelo pai, “o que é nidação?” e “o que é ectópica?”, o pequeno Chico não sabia responder, pois apenas tinha repetido o que tinha ouvido de um espírito.
Este homem que, em fevereiro do ano 2000, já havia sido eleito o mineiro do século, e que foi eleito “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”, é descrito por seu biógrafo como uma grande figura religiosa como as do passado, que possuíam poderes de cura e feitos milagrosos, como Jesus Cristo ou Buda, porém com uma grande diferença, Chico, ao contrário das grandes figuras religiosas de então, possui uma vida muito bem documentada, em todos os aparatos tecnológicos do presente: televisão, fotografia, revista, jornais etc, facilitando análises mais acuradas a seu respeito. E o que tem chamado bastante atenção para o livro foram as declarações do autor feitas em palestras e entrevistas, afirmando que antes de sua pesquisa, “tinha sérias dúvidas sobre questões como vida depois da morte e encarava o líder espírita com o habitual distanciamento jornalístico”, mas que durante a feitura deste e de outros livros seus dedicados ao tema, viu-se transformado em um crente nos fenômenos espirituais.
Assim, já no início de seu livro Marcel descreve fenômenos que aconteceram com ele próprio em presença do médium, como quando diz: “Eu não sabia nem como nem por que, mas lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto sem que eu sentisse qualquer coisa especial. Desabavam à minha revelia, aos borbotões, sem nenhum controle.” Ou quando afirma que quando estando na casa de Chico “um calor insuportável tomou conta da minha mão direita – era como se ela estivesse pegando fogo. Uma sensação tão nítida que me fez largar a caneta, saltar do sofá, ir até a porta, girar a maçaneta e correr para o quintal.”
“Fiquei ali fora sacudindo a mão de uma lado pro outro na noite fria...”



O que tem também chamado bastante a atenção dos leitores para o livro, além da transformação do mesmo em filme, é que Marcel afirma ter escrito a biografia de Chico de modo jornalístico, imparcial, como ainda não havia sido feita, sendo mesmo apontada por muitos espíritas como uma das “fontes mais sólidas” para se conhecer o fenômeno Chico Xavier. Porém, não foi essa a sensação que tive ao ler o livro. A impressão que tive foi que Marcel, ao escrevê-la, pretendeu muito mais dar atenção aos “fatos” miraculosos tornando a vida de Chico tão empolgante quanto aquelas histórias romanescas em que o personagem principal após sofrer tanto com toda sorte de dificuldades, pobreza, desconfiança da família e do público, etc., tem no fim seu valor reconhecido; ou tornando-a semelhante às vidas de renúncia e sofrimento dos santos católicos. Em suma, Marcel escolheu, intencionalmente, esta velha fórmula aproveitando bem os “fatos” marcantes do mito Chico, misturando-os com doses precisas de humor, o que fez também da narrativa leitura bastante atrativa, e assim, agradando, automaticamente, aos milhões de brasileiros ávidos por conhecer e manter a imagem de um Chico mitificado, com poderes sobrenaturais e santo, garantindo assim o sucesso de seu livro, do que apresentar um Chico humano, passível de erro e de críticas, que se envolveu com pessoas e fatos que não mereceram credibilidade, como plágios, falsificações, etc. Fatos que Marcel Souto Maior passou bastante longe, apenas dedicando poucas linhas aos mesmos.

E são esses fatos, que o autor preferiu não dedicar-se a eles, que a série de textos seguintes, dedicados ao tema, pretendem, de modo sucinto, vasculhar sua autenticidade, abordando as questões com evidências inquestionáveis, mantendo sempre assim a imparcialidade em suas linhas.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO NÚMERO 666



Em 2008, na cidade russa de Yaroslavl, a polícia prendeu oito jovens acusados de matarem, esquartejarem e devorarem quatro outros com idades entre 17 e 19 anos. Um fato chamou a atenção das autoridades do lugar: todos tinham sido mortos com 666 golpes de faca. O que levou a polícia imediatamente a deduzir que se tratava de um ritual satânico.
Mas o que tal número teria haver com satanismo? Seria mesmo um número maldito ao ponto de gerar fobia em muitos e um esdrúxulo nome, proporcional ao seu terrível mistério: Hexacosioihexecontahexafobia?
É o que pretende responder o BORNAL em mais uma investigação, seguindo o método investigativo: colhendo evidências na tentativa de responder perguntas simples sobre grandes mistérios, até sua solução; destruindo, assim, falsos mitos que amedrontam os homens.



JESUS CRISTO E O VINHO



Fico impressionado de como se tem interpretado de forma errônea os atos de Cristo, mesmo os seguidores das duas correntes mais poderosas do cristianismo: tanto católicos quanto pentecostais têm interpretado seus gestos de formas discrepantes com os verdadeiros atos de Cristo - como a ideia da pobreza INTENCIONAL de Cristo não combinar de modo algum com a poderosa riqueza da igreja católica, que até banco possui, e a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE defendida por pastores de hoje, que veem na riqueza um sinal da graça divina -, e se isso acontece com seus gestos imagine com suas palavras, já que estas são muito mais fáceis de serem mal interpretadas. E um desses atos mal interpretados é a relação entre CRISTO E O VINHO, que nem se fala
.


INQUISIÇÃO: Tortura e Dor em Nome de Deus



 Há fatos que jamais devem ser esquecidos, sob pena de se repetirem novamente. A inquisição católica é um desses. Por isso, nunca é de mais lembrá-la.
O que se chamou “Santa” Inquisição foi uma das maiores demonstrações do que pode o homem ao exagerar o poder de autoridade de que se diz adquirida de Deus. Em nome de Cristo, sacerdotes católicos chacinaram milhares de pessoas por discordarem da doutrina católica. Os suspeitos, isto é, os hereges, eram julgados sem o direito de saber quem os denunciara, e na maioria das vezes torturados e condenados às penas que variavam desde prisão temporária ou perpétua, à condenação a morte, na fogueira, em plena praça pública. Todos estavam sujeitos à tortura: crianças a mulheres idosas eram torturadas. A confissão podia dar direito a uma pena mais leve, como humilhar-se perante a população e os membros do clero, caso o crime fosse pequeno, caso contrário, condenado à morte, a confissão possibilitava ao sentenciado “beneficiar-se” com os serviços espirituais da igreja, administrados por um padre, que salvaria sua alma do fogo do inferno. Mesmo os acusadores não estavam imunes, pois se caso houvesse contradição em seus testemunhos, estes podiam ser torturados para ver quem falava a verdade. E também os condenados que porventura viessem morrer durante o julgamento, não tinham o processo nem a pena anulados, estes tinham seus restos mortais queimados, e como os outros condenados, seus bens eram confiscados pela Igreja. Cabia as autoridades civis o ato de prender e de coagir, caso contrário, não obedecida as ordens da Igreja, estes eram excomungados e tinham o mesmo fim que seus prisioneiros.

MANIQUEÍSMO: A Luta entre o Bem e o Mal



Maniqueu, também conhecido por Mani ou manes, viveu na Pérsia, no século III da era cristã. Dizia-se o enviado de Deus para completar a obra de Cristo. Sua doutrina, chamada de maniqueísmo, misturava elementos de várias religiões orientais, mas principalmente do zoroastrismo, antiga religião persa, e do cristianismo.
Maniqueu pregava, que desde toda a eternidade, existem dois princípios fundamentais, o bem e o mal. O primeiro, que se chama Deus, representa o reino da luz, e Ele mesmo é pura luz, que só a razão e não os sentidos pode perceber. O segundo chama-se Satanás, rei das trevas é o mal absoluto, pois é a pura matéria.
Quanto aos outros seres, são bons ou maus segundo sua origem: os que têm a luz por princípio, são bons, enquanto os maus têm as trevas como origem.