sexta-feira, 23 de outubro de 2015

HÁ ALGO DE ERRADO NO MUNDO DOS ESPÍRITOS



João de Deus, atualmente é um dos médiuns mais famosos do Brasil, que supostamente por meio de entidades espirituais é capaz de curar doenças espirituais e corporais, até mesmo câncer, relatou recentemente ao jornal Correio Braziliense que faz checape todo ano em hospitais convencionais. Recentemente, em setembro deste ano, o médium, que recebe gente do mundo inteiro para realização de suas cirurgias espirituais, em seu centro espirita em Abadiânia, cidade distante 117 km de Goiânia, internou-se às pressas no melhor hospital do Brasil, o Sírio Libanês, em São Paulo, para uma cirurgia gastrointestinal.


E o que poderia ser interpretado como falta de confiança dele em sua doutrina, parece não ter abalado em nada a confiança de seus fiéis, já que a fila de espera para quem quer se submeter as suas cirurgias espirituais pagas, diga-se de passagem, só aumenta.

João de Deus em seu Centro Espírita, em Abadiânia
O caso de João de Deus não é caso único de um médium brasileiro com suposta capacidade de cura sobre-humana recorrer a hospitais quando o problema de saúde é em si mesmo, outro famoso médium brasileiro, Edson Queiroz, que nos anos 80 operava sem anestesia também supostamente incorporado pelo espírito do médico alemão Dr. Fritz, era outro incoerente que em vez de tratar-se a si mesmo e a sua família com os recursos de seus poderes mediúnicos, recorria também ao tratamento da medicina convencional.

Edson Queiroz Durante uma de suas Cirurgias Mediúnicas
E até mesmo Chico Xavier, o mais famoso médium brasileiro não botava fé nas operações mediúnicas, pois no final da década de 60, Chico adquiriu um tumor na próstata. A cirurgia tornava-se inevitável. “Zé Arigó, o médium que incorporava o Dr. Fritz e realizava cirurgia sem anestesia, se ofereceu para operar o colega. Chico recusou a oferta e preferiu se internar numa clínica de São Paulo”.

José Arigó
Muitos estranharam sua atitude: “Por que não aceitou a oferta do Dr. Fritz, tão requisitado na época? Ele duvidava do poder dos espíritos?” E ao ser perguntado sobre o fato, repetia a mesma resposta que tinha dado a Arigó:
“Como eu ficaria diante de tanto sofredor que me procura e que vai a caminho do bisturi como o boi para o matadouro? E eu vou querer facilidades? Eu tenho que me operar como os outros, sofrendo como eles”.

Matéria da Época Sobre as Cirurgias Mediúnicas de José de Arigó
Chico não foi muito convincente, não é mesmo? Porém, “anos mais tarde”, como nos conta Souto Maior em seu livro As Vidas de Chico Xavier, “num desabafo, Chico deixaria de lado a diplomacia e diria:
- Sou contra essa história de meter o canivete no corpo dos outros sem ser médico. O médico estudou bastante anatomia, patologia e, por isso, está habilitado a fazer uma cirurgia. Por que eu, sendo médium, vou agora pegar uma faca e abrir o corpo de um cristão sem ser considerado um criminoso?”.
Bem, em todo caso, as atitudes destes famosos médiuns brasileiros não parece ser atitude de plena confiança em suas doutrinas. O que nos leva a dizer:
Há algo de errado no mundo dos espíritos...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

4 MALEFÍCIOS PSICOLÓGICOS CAUSADOS PELA RELIGIÃO CRISTÃ À HUMANIDADE



É impossível saber como seria o mundo hoje se não tivesse havido o cristianismo, a mais popular religião do mundo; se seria um mundo melhor ou pior do que vemos hoje, principalmente para nós que fomos educados e vivemos sob seus valores.


Contudo todo bom cristão dirá, sem titubear, que a passagem de um mundo pagão com valores desumanos, como os que originaram as lutas até a morte de prisioneiros romanos no Coliseu de Roma, promovidas como divertimento público pelo império romano, para os valores cristãos de amor ao próximo foi uma grande evolução na história humana. Mas será que isso mesmo é verdade já que podemos contrapor a isso as centenas de milhares de mortes geradas pela Inquisição e pelas cruzadas cristãs, promovidos pelas autoridades cristãs? Além disso, temos que ter em mente de que o amor ao próximo não surgiu com o cristianismo, basta lembrar que três séculos antes de Cristo o amor ao próximo já era propagado por pensadores gregos, como Sócrates, Epicuro etc., e por escolas filosóficas, como o neoplatonismo, estoicismo etc., e também por religiões que muito antes do cristianismo não apenas propagavam o amor ao próximo como também a toda forma de vida animal, como o hinduísmo, budismo, taoísmo etc., de modo que não seria descabido pensarmos que uma dessas filosofias ou religiões poderia muito bem ter substituído o cristianismo, na tarefa de propagar o amor ao próximo em sua ausência.
Comparar culturas cristãs com culturas não cristãs e seus efeitos sobre seus devotos é um bom modo de imaginar como seria viver sob os valores e regras de religiões não cristãs, e disso tirar uma boa ideia se seria melhor ou pior viver sob o julgo de outra religião. Porém, independente disso, podemos captar alguns malefícios gerados pela doutrina cristã à humanidade ao longo de sua existência:
1. A Religião Cristã Induz o Ser Humano a Odiar a si Próprio, ao que é Mais Humano em Nós

Pecado, segundo a religião cristã, é a prática de algo que não agrada deus, ou seja, algo que não está nos conformes do que é ditado pelas regras divinas; desagradando a deus por ser algo ruim, e que, por isso, tem como consequência o castigo divino sobre o pecador.
O que é trágico nessa forma de pensar é que grande parte do que é considerado pecado pela religião cristã se aplica ao que é mais natural no ser humano, o que faz parte de nós, como o sexo, e características fundamentais do ser humano, como o desejo de conhecimento, a curiosidade, os questionamentos etc. Porém aprendemos desde cedo que não se deve questionar as coisas sagradas: deus odeia ser questionado. Por exemplo, é dito na Bíblia que o primeiro ser humano a pecar foi uma mulher, Eva, que não apenas desobedeceu a deus como levou também o primeiro homem, seu companheiro, Adão, a comer o fruto da árvore do conhecimento, e que por isso, Eva e Adão, como castigo, foram expulsos do paraíso, onde não sentiam dor nem necessidade.
Como resultado desta forma de pensar cria-se um forte sentimento de repulsa e de estranheza às manifestações mais naturais do ser humano, levando o homem a odiar partes fundamentais de si próprio, a odiar o ser humano verdadeiro e buscar um ideal de perfeição humana que não existe, desprezando seu eu verdadeiro, com todas suas manifestações demasiadamente humanas, em nome desta coisa imposta a nós desde que somos crianças: O PECADO.
2. O Cristianismo Inculca o Sentimento de Culpa no Ser Humano
ELE SOFREU E MORREU POR VOCÊ
Não foi apenas de uma pessoa que li o testemunho sobre o desagradável sentimento de culpa advindo da descrição dos sofrimentos de CRISTO acompanhado com a terrível mensagem de que “ele sofreu e morreu por você”, mas de várias pessoas. E essas terríveis descrições junto com a mensagem de que ele morreu por nossos pecados são inculcadas em crianças desde a mais tenra idade; em pessoinhas que ainda não estão preparadas para lidar com o sentimento de culpa, que ainda não estão com suas personalidades formadas, que não podem ainda questionar o que lhe é ensinado, mas sim apenas absorver a mensagem por imposição de adultos. É natural que a criança se pergunte o que ela fez para que por meio de seus atos tenha levado alguém tão bondoso a ser pregado na cruz, a sofrer e morrer daquela forma tão horrível; e é de esperar que ao perguntar acabe ouvindo como explicação de algum adulto uma explicação tão estúpida que só irá agravar ainda mais seu sentimento de culpa. E este sentimento ela irá levar, certamente, para o resto da vida, formando o caráter de adultos com problemas emocionais, ou de caráter frágil e submisso.
3. A Religião Cristã Inferioriza as Mulheres

Quando lemos em uma manchete de jornal que “um homem ao saber que sua esposa desejava-se separar-se dele a mata por sentir-se dono dela”, culpamos imediatamente seu caráter, claro, porém não deveríamos também culpar o tipo de educação que o estimulou a esse terrível ato? Não deveríamos culpar ensinamentos como "Mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio". Epístola a Timóteo (2, 11-15). Pois estas são palavras de Paulo de Tarso, um dos mais importantes fundadores da religião cristã. E quanto desse machismo que leva maridos a assassinar esposas não está impregnado pelo machismo cristão, que concebe Eva, a primeira mulher, como a responsável pela introdução do pecado no mundo?
4. O Cristianismo Católico ao Cultuar Maria Despreza a Sexualidade Feminina


No culto católico a Maria é sempre posto em relevo o fato dela ter sido SANTA, MÃE e VIRGEM, isto é, há uma dissociação entre a maternidade e o sexo, o que é problemático já que Maria é tida também como modelo de mulher e de mãe católica, passando uma mensagem implícita para as mulheres de que elas devem ser vistas apenas pelo seu papel biológico de ser mãe em detrimento de outras necessidades biológicas, como independência social e de exercer sua sexualidade. Portanto, o culto de Maria tem sim um tom misógino, machista, tolhendo as mulheres de darem maior importância a outras de suas necessidades e qualidades, como o exercício de sua sexualidade.

EMBUSCA DA VERDADE



Viver, inevitavelmente, requer que obtenhamos respostas para algumas perguntas de natureza extremamente práticas e vitais, como onde e como encontrar alimentos, como evitar acidentes, como obtermos proteção contra as intempéries da natureza, etc.
E nessa busca incessante por respostas verdadeiras, a mente humana se depara com um primeiro obstáculo: a confusão entre CRENÇA e CONHECIMENTO.
Embora muitas vezes estas ideias se confundam, elas não são, de modo algum, sinônimas. Ambas possuem origens diferentes.
A confusão entre CRENÇA e CONHECIMENTO é uma consequência de outra, entre QUERER e PODER, também bastante popular, que apesar do alerta do ditado, “QUERER NÃO É PODER”, são incessantemente confundidas, já que tanto CRER quanto QUERER parecem estarem muito mais ligados a sentimentos, desejos, vontades, do que ao conhecimento. Enquanto CONHECER e PODER, por sua vez, parecem estarem muito mais ligados a realidade.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A IMAGEM DE LÚCIFER NA MÚSICA PESADA: O HEAVY METAL E SUAS VERTENTES (Gleidson da S. Silva)



Um fato bastante comum entre os fãs de Heavy Metal e seus subgêneros — os chamados headbangers —, é serem muitas vezes vistos e taxados como um grupo formado por "cultuadores do diabo", isto é, pelos os olhos de ignorantes e religiosos monoteístas, em geral por católicos e evangélicos. Ora, todas aquelas capas de discos assustadoras, diabólicas e medonhas, todas aquelas letras musicais contendo pequenos fragmentos do Ocultismo e do Satanismo — mesmo que superficiais — o que torna toda a sonoridade do Heavy Metal ainda mais pesado para os ouvidos da grande massa, na maioria das vezes tudo não passa nada além do que uma jogada de marketing principalmente para atrair a curiosidade do público desta subcultura, ou simplesmente uma forma artística de abordar o tema, e propositalmente ou não, essas capas de discos e suas músicas acabam sendo vistos como algo realmente chocante e assustador, principalmente numa sociedade como a nossa.


E é através desse choque e susto que sabemos se esse jogo de marketing deu certo ou não. Se causou polêmica e chocou, é porque certamente será uma banda ou um disco de sucesso, entre aqueles que apreciam e conhecem o gênero, é claro. Posso citar alguns dos grandes clássicos do Heavy Metal como exemplo do que eu quero dizer, temos o Born Again do Black Sabbath, The Number of the Beast do Iron Maiden, Don't Break the Oath do Mercyful Fate, Relentless do Pentagram e entre outros que causaram e que curiosamente ainda causam um grande susto para aquelas que não estão acostumados com esse tipo de arte, me refiro principalmente na questão musical.



JESUS CRISTO, UM PRESENTE DE GREGO



Este livro, que pode ser baixado gratuitamente pela internet, de Ivani Araujo Medina, tenta responder a um fato curioso: por que Jesus Cristo, que foi capaz de fazer tantas maravilhas, como ressuscitar mortos, curar cegos e leprosos, comandar os fenômenos da natureza etc., não foi comentado por nenhum historiador da época, e não apenas ele, mas também nenhum personagem pertencente ao cristianismo teve sua existência comentada por nenhum historiador grego, romano ou judeu; e também por que ainda hoje não se encontrou nenhum manuscrito antigo cristão escrito em outra língua não sendo a grega.
Ivani sugere, por meio de fatos históricos, que o cristianismo foi uma invenção grega feito para desestabilizar a cultura judaica que, mesmo antes do império romano, não se rendia ao ideal grego de uma cultura grega universal. Ideal que fora copiado por Alexandre, o Grande, dos persas, notadamente do imperador Dario I, que havia adotado o direito divino do rei, com base na religião; e visando isso religiões foram criadas para sustentar o culto aos reis persas.
Ivani Araujo Medina também argumenta que o cristianismo é muito mais que uma religião, é uma ideologia, pois não apenas distorceu o conceito de verdade histórica para facilitar sua permanência, como se apossou das áreas de produção de conhecimento, um exemplo, a permissão apenas de livros compatíveis com sua doutrina, e a criação das universidades, passando a ditar, por meio delas, o que seria verdadeiro ou não.
Baixar aqui: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/jcgrego.html

FICÇÃO E JESUS CRISTO, OU DAN BROWN CADÊ JESUS?



Na década de 80, a novela televisiva ROQUE SANTEIRO, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, tinha como tema, uma história bastante moderna para os padrões da época, e que ainda continua mesmo para a época atual, tanto que nada tão ousado repetiu-se na teledramaturgia brasileira desde então. A novela contava a história de Roque, um personagem que ao ser tido como morto passa a ser cultuado por suas façanhas como santo, porém, anos depois, descobre-se que o herói não morreu, e, mais que isso, que o culto religioso que se formou em torno de sua figura não condiz nem um pouco com o verdadeiro personagem, tanto que todos aqueles que de alguma forma passaram a lucrar com seu mito temem que tudo seja desmentido, e percam com isso seus privilégios, levando muitos a tentarem matá-lo.
É simplesmente impossível para alguém sensato, ao ver a trama contida em ROQUE SANTEIRO, não associar o tema com a religião cristã, com seus pastores enriquecidos e a igreja com seu imenso poder adquirido por meio do culto a Cristo, e não fazer as importantes perguntas: E se a verdadeira história de Cristo não nos tivesse sido contada ainda? E se visse a ser descoberta, o que fariam eles para não perderem o poder?
Foi seguramente isto que fez a novela ser retirada do ar em sua primeira versão em plena ditadura militar, na década de 70. E conhecendo bem a história cristã com todo o seu poder de manipulação sobre as obras históricas e literárias do passado, não podemos deixar de pensar que tal possibilidade possa ter acontecido com a maior religião do mundo. É possível que estejamos cultuando um Cristo que nada, ou pouca coisa, tenha haver com o verdadeiro Cristo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

9 DÚVIDAS SOBRE CHICO XAVIER



Trago aqui algumas questões levantadas após a leitura do livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior (resenhado por mim neste blog), que julgo serem oportunas para se conhecer melhor e trazer uma visão mais humana sobre esta figura controvertida, amada por muitos e eleita, recentemente, como o “Maior Brasileiro de Todos os Tempos”.
São nove questões, apenas para impor um limite:
CONTRADIÇÕES DE CHICO


1. Numa noite, conta o livro As Vidas de Chico Xavier, Chico sentia muita dor proveniente de seu olho doente, pediu então ajuda ao seu guia espiritual Emmanuel. Este apareceu e lhe disse:
“Sua condição não exonera você da necessidade de lutar e sofrer, em seu próprio benefício, como acontece às outras criaturas.”
Por meio deste e de vários ensinamentos de seu guia - nos informa ainda sua biografia -, “em pouco tempo, Chico definiria a ‘enfermidade’ como a melhor ‘enfermeira’, agradeceria a Deus por suas dores e abençoaria o sofrimento como forma de evolução, uma maneira de resgatar dívidas de encarnações anteriores e de compensar escorregões da temporada atual”.
A pergunta então que surge é: Se para Chico o sofrimento era tão importante como “uma maneira de resgatar dívidas de encarnações anteriores”, uma regra que, dentro de sua crença, vale para “outras criaturas” também, por que então ele se aplicava com tanto afinco em diminuir o sofrimento dos mais necessitados, se é justamente por meio do sofrimento que os espíritos evoluem? Não seria um erro tal ato? Não estaria ele sendo infiel a suas próprias crenças, impedindo que outros pudessem evoluir também?
Há uma boa explicação para tal contradição, ela se origina da mistura entre reencarnação e cristianismo que em parte é a religião espírita.